
Tomas -me pelas mãos e enlouqueces a minha vã pretensão de equilíbrio. Invades-me o peito, penetras minha pele e tua voz enche de sons suaves e roucos os meus ouvidos. Sabes como ninguém prender-me todos os dias em tuas carícias, entre os dentes, acorrentada em teus cabelos, buscando em fúria teus dedos que deslizam nas encostas de meu sexo...ah! Se a tua lingua vagueia, sinto o sabor do amor que sela teus lábios..aqueces-me as ancas, retiras-me gritos das entranhas e aí me fitas, como uma artista em êxtase, diante de sua obra eternamente inacabada...o mundo embaça com o suor de nossos corpos! Espera...as tuas vontades reservam espaços para cores inimaginadas!
Percurso decisivo, concerto a quatro mãos, loucura consentida, carícias essenciais! " Tu me atrais" para dentro e me conduzes na mítica aventura de lesbos..
9 comentários:
Lindo, lindo, lindo...
(Te envio letras de uma Poeta amiga)
Meu corpo ainda reclama aquele carinho só dela, aquele jeito de tocar e entrar por meus poros que só ela fazia.
Não que fosse uma amante perfeita, tinha até um certo desinteresse por meu prazer, o seu era o que mais lhe importava na hora de fazer amor, mas seu prazer e seu gozo me deixavam tão plena e extasiada, que o meu diante deste contentamento apenas complementava e quando não vinha, não sentia aquele gosto de alumínio na boca (aquele sabor meio metálico que a frustração deixa na garganta da gente), me sentia feliz...
Não que ela não fosse intensa e apaixonada, mas tinha aquele "sem jeito", sem jeito de entender e ouvir meu corpo como eu conversava com o dela tão intimamente. Mesmo assim ela se dava, com tal intensidade e entrega que mulher alguma jamais se deu a mim assim, ela se abria para mim como uma rosa que se despetala, parte a parte, sem qualquer temor ou reserva, ela sim sabia se dar, e eu recebia tudo que ela me dava, e ainda que pedisse mais, ela não guardava, ela sim sabia se dar...
Porque mulher que se guarda e se preserva, da mulher que diz que ama, não sei não, parece que falta alguma coisa, é como beijo sem língua, é como transar sem arrepio, é como gozar sem gemido... fica faltando alguma coisa, sei lá...
Por isso com ela era inteiro, porque ela se dava como um pêssego madura que emana doçura nas carnes de sua polpa para ganhar uma faminta mordida.
Meu corpo ainda reclama aquele jeito dela sorrir pela manhã, com a cabeça deitada no meu peito, eu sentia o movimento de seus lábios se abrindo e pronunciando ainda de olhos fechados: "bom dia meu anjo". Ela sabia, ela sentia pelo descer e subir descompassado de meu peito que eu já acordara e não me movia para não desperta-la, ela sabia e assim ela se dava, ela me dava seu bom dia...
O sexo era comum, não era tempestuoso ou cataclísmico, era "sexo", como tantas vezes eu já fizera, mas a forma como ela se dava e se abria como portas e janelas da intimidade de dentro da casa da gente, porque em nenhum outro lugar se abrem portas e janelas com tamanha intimidade como na casa da gente, e eu morava nela, mesmo sabendo que ela não morava em mim.
Toda noite quando ela se despia e me dava aquela nudez morena que me entontecia e não era perfeita, meticulosa ou sarada, era apenas um corpo nu de uma mulher comum, que sequer era demasiada bela, mas quando ela se despia e deitava na cama com os lábios em uma fissura de meia porta, ou meia janela entreaberta deixando ver a pontinha do seu desejo, que junto com ela também se despia, bem, para mim não precisava mais nada...
Depois de tanto tempo meu corpo ainda reclama aquele beijar meio sem jeito, como música fora do compasso, aquele abraço que quase me partia ao meio, aquelas mãos que passeavam em mim como se procurasse as chaves que me abrissem por dentro e me fizesse jorrar em prazeres e gozos, seu jeito meio descompassado de esfregar o corpo no meu e procurar o encaixe que me abrisse para um tremor de êxtase pleno que ela adorava...
Outros beijos e outras bocas, outros corpos em silhuetas tão harmônicas que a sua nem concorria a tal perfeição, outras mulheres que me amaram, me deitaram em suas camas e me deram prazeres e gozos que ela não sabia me dar, porque seu prazer era primeiro e o meu derradeiro, mesmo assim, não vou negar, jamais conheci mulher que se desse assim como ela, porque ela se dava para ser deleitada, sorvida como a polpa madura de uma deliciosa manga rosa...
(Raquel Berenguer-Poeta Recifense)
Poeta..
Parab�ns!!
Escreves com a sabedoria das deusas gregas, com sentimento,alma e cora�o...
Prazer poder te visitar e deixar meu carinho.
Celebro-te!!
Beleza de foto, beleza de texto, de sentimentos e prazeres que alimentam as paixões. É primavera. Que o amor viceje!
Noite
De noite só quero vestido
o tecido dos teus dedos
e sobre os ombros a franja
do final dos cabelos
Sobre os seios quero
a marca
do sinal dos teus dentes
e a vergasta dos teus
lábios
a doer-me sobre o ventre
Nas pernas e no pescoço
quero a pressão mais
ardente
e da saliva o chicote
da tua língua dormente
(maria teresa horta)
A intensidade das palavras e a beleza me deixaram extremamente pensativa....Ai...Ai!Adoro quando vc escreve e toca a alma,viu?Muito lindo esse!!!Amei....Bjs e escreve mais..mais..mais..mais...Te doro,miga!
Sussu
Lindas palavras minha QUERIDA,sensibilidade que ultrapassa uma linha imaginária acima do amor, que só pessoas que nasceram para amar conseguem alcançar!!!
Xêro !!!
Oi querida lindo esta teu poema, este teu querer. Você é uma pessoa iluminada. Beijos
Linda esta poesia da Marcinha também, tanto querer.
Passei por aqui (pra te ouvir) Beijos
Menina da ALMA DE POETA... é isso que você tem. Di... tudo muito belo... você é puro êxtase! Confesso que estou encantada.
Mil beijos...
Pegadas de Anjo
(Rejane)
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