quarta-feira, 7 de novembro de 2007

ÉS TU!






Tudo o que eu pudesse escrever para contemplar o êxtase que me proporcionas com o teu corpo, amor, encontrei aqui. A " tua cara", o teu ardor, a tua gana, poeticamente, és tu aqui despida ...


No blog da Yara Ribeiro encontro você, como eu gostaria de te descrever. Resolvi trazer-te aqui, para junto de mim. É tua amor, a fleugma do texto!


Com permisso Adma, mas é minha a intenção!


quinta-feira, 25 de outubro de 2007

VOLÚPIA


Tomas -me pelas mãos e enlouqueces a minha vã pretensão de equilíbrio. Invades-me o peito, penetras minha pele e tua voz enche de sons suaves e roucos os meus ouvidos. Sabes como ninguém prender-me todos os dias em tuas carícias, entre os dentes, acorrentada em teus cabelos, buscando em fúria teus dedos que deslizam nas encostas de meu sexo...ah! Se a tua lingua vagueia, sinto o sabor do amor que sela teus lábios..aqueces-me as ancas, retiras-me gritos das entranhas e aí me fitas, como uma artista em êxtase, diante de sua obra eternamente inacabada...o mundo embaça com o suor de nossos corpos! Espera...as tuas vontades reservam espaços para cores inimaginadas!

Percurso decisivo, concerto a quatro mãos, loucura consentida, carícias essenciais! " Tu me atrais" para dentro e me conduzes na mítica aventura de lesbos..

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Tórrida Luminescência


Estradas, lugarejos desertos, subidas pedregosas... verdes arrebatados pelo sol escaldante, marrons e douradas sebes pelo caminho... testemunhas de avassaladores desejos..

Dias a fim, tardes luminescentes, noites a dentro. Interiores descobertas. Assim me pertences e me arrastas aos mundos de tua vida! Apaixono-me, entrego-me e me deleito com teu prazer...

sábado, 6 de outubro de 2007

ELA

Em todas as tardes verei
teus olhos fitando os meus
após o amor e eu,

Lerei a sensação
do toque de tuas mãos
em minha pele
nas dunas dos meus seios...

Imaginarei em cada madrugada
o êxtase no pranto
do meu prazer liberto e
Nas ladeiras do tempo
por fim, os suspiros do amor
crispado por teus dedos..

Enquanto penso em ti
meu corpo atende ao teu chamado
e pulsa e vagueia minha voz
em busca de tua voz....




quinta-feira, 4 de outubro de 2007

MERGULHO NO AZUL DO MAR



Sonhando com o Paraíso e empreendendo buscas...Há caminhos sendo desenhados na areia...e o mar adiante espera o mergulho profundo, libertador! Prosseguir e desenhar o caminho a cada novo dia, eis o sentido da vida e do Amor, esse crescente envolvimento em que as almas se misturam, se enlaçam e se transformam.


Fechar os olhos e se jogar... numa sensação criança de não ter medo do tamanho que as coisas tomam dentro da água, da dilatação das cores e dos sentimentos. Novos azuis...

BAILARINA


O mundo gira em torno da música do coração... e dançamos, dançamos... até que nos esgotem as forças, até que o mundo páre de tanto rodopiar a nossa volta... Até que descubramos que bailarinas somos nós.. as vezes, numa corda bamba..as vezes numa caixinha de música, as vezes sobre um palco iluminado por outro coração que se mostra....

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Deixa eu dizer que te amo!

Deixa eu dizer que te amo, deixa eu gostar de você, isso me acalma...


"Tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente. Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades. E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas. Como um corpo ressequido que se estira num banho tépido, sentia um acréscimo de estima por si mesma. E parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase e a alma se cobria num luxo radioso de sensações."
Arnaldo Antunes

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

PELA MÃO...


- Você me presenteou.. e eu não espero.... Deste-me a concha, o sol, a luz, o beijo.. e todos desfilarão radiantes, levando-me pela mão....
Retribuo do meu jeito .
- Amada, assim me deixas inspirada e insone. Ardo-me.
- Essa seqüência de escolhas enlouquece!!
Cenário de pedra... assim quase sempre "em(n)volta" , para constrastar aridez e suavidade.. Mas "há mar" e conhas e ondas e maresia e barcos no litoral.. há praia e sol, talvez luar..
Pela mão, sigo.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

PARA ANA LUISA KAMINSKI - ANALUZ


“Finíssimas linhas rebordam(...) o matizado mapa-mandala(...)
entrelaçando almas e sonhos(...) inventam rendas e rumos(...)”


A tecitura da tua poesia é feita de fios cuja aparente fragilidade nos remete a umbrais de outras dimensões..
Tecer-texto-teia-trama-textura-tecido-tecelã...
Salto do ilusório para a realidade...
Transporto-me.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

RÉQUIEM ... FLAUTA DE AMOR


"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinqueta o que ela quer da gente é coragem".
By Amor.

sábado, 8 de setembro de 2007

Carícia

Doce olhar, gentil sorriso
Cobres-me de mimos, cativas-me!
Quem és tu
Que despertas em mim este desejo
De te espreitar por dentro, descobrir-te?
Em teus olhos procuro-te
Mas essas duas pedrinhas negras
Limitam-se a cintilar á luz da lua
Ocultando os segredos do universo
E acendendo ainda mais o mistério...
Entrego-me ao teu forte abraço
Ao calor do teu beijo
Á suavidade do teu toque
Rendo-me ao teu tímido jogo de sedução
E abstraio-me do mundo á nossa volta
Porque me prendes nesse olhar
Nesse teu cheiro embriagante
Nos teus suspiros sensuais
Perco os sentidos, afasto-me da realidade
Levas-me numa viajem estonteante
As minhas pernas estremecem
Perco as forças, perco os sentidos
E ao voltar... a paz!

By Amor
Foto de Hélder Vansconcelos

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

AO AMOR

Amor, se tu me apareces assim
iluninando o dia,
acendo a chama,
esquento a cama
e me permito um desvairio - sonho
banhar-me, outra vez
num mar em clamaria.

Só o meu coração freme
a chama e ao calor de teu chamado.
A natureza em paz,
ouve o riscar dos passos
de teus pés amados.


Razão porque, rastro a rastro,
percorres a praia do meu sonho
e marcas,com teus passos, meu coração
antes sereno, agora inflamado.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Sonhos daqui e Dalí

O onírico não se perde nas veredas do inconsciente mas se revela nos muros, nas paredes e nas tintas fortemente jogadas, propositais, elétricas...

Amante do amor em Lorca e Gala, submerso num mundo de semi-deuses. " O surrealismo sou eu!" Miró, Picasso, Buñel.. estreitas ligações para acomodar incômodas e anárquicas idéias.

Devorador da origem do mundo, vômito de bizarras imagens forjadas no ventre de Chronos com pedaços de vida eclipsada.


Uma viagem... Dalí.

Salvador Dalí.
Figueres, Cadaquès, Barcelona, Madri, Figueres.

( fotos de viagem postadas no orkut feitas pela artista plástica Amélia Assis, minha nobre amiga, que me inspira, sempre)

Primitivo, cruel, inevitável, primor do sexo. Margens do Rio Capibaribe, argilas pernambucanas, entranhas da terra retirando no Hades o horror existencial!

Inquisidor de La Greca, Cícero Dias, Alamada Negreiros, René Char e Léger.

Exaltação da alma enigmática onde o barro e a água , forças primordiais, fundem-se numa amálgama de Eros.

Uma viagem daqui.
Francisco Brenannd.


Recife, Rio, Madri, Paris, Lisboa, Recife.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Vida sem ....

No batente do edificio onde mora com a infinita saudade, na rua que paradoxalmente chama-se União, vira e mexe com um graveto as brasas ardidas de uma fogueira tão exígua quanto a vida daquele lugar. Pouca vida, pouco fogo.
Transeuntes, um ou dois na calçada do outro lado da rua, vão indiferentes. Nas transversais os carros disparam deixando riscos de luz no chão tal qual tudo ao redor. Vida parada, sangue frio.
A cabeça varia e se transporta até o chão do terreiro onde certamente a esta hora, a mãe barre em volta dos milhos assados e das pamonhas nas palhas de bananeira. Vida seca, mesa farta.
Lá, naquela hora, a fumaça que sobre cheira a lenha verde que os meninos jogam na fogueira. Lá estalam os gravetos que o pai roçou quando o pasto, das cabras se fartou. Pai trabalhando, filho parado.
Tem na mão a cidade grande e todos os males que nela se acalentam. Trás consigo uma dor anunciada. Alí, sentado a beira do destino, aguarda até que a última chama apague. E a fogueira queima minrada junto à guia da calçada, única luz na escuridão do lugar.
Nem basfêmia, nem prece.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Passam-se os dias...




Ando inconstante
Meu coração dá pulos numa ânsia que chega a doer,
uma dor funda
Irritante...
Neste instante,
tenho perdido um amor
E o meu, errante, tateia em busca de sentido prá vida.
Dela, sei apenas o que faço: trabalho, até esgotarem-me as forças
E caírem os braços exaustos,
desenganados de abraços
que já não dou.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Ausência



Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.

E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,que rio e danço e invento exclamações alegres,porque a ausência assimilada,ninguém a rouba mais de mim.


Poema: Carlos Drummond de Andrade
Foto: Curvas - Adelaide Teles

domingo, 10 de junho de 2007

Além do palco, as Sapatilhas

Entreguei minhas sapatilhas para que dançasses na linha do tempo, entre todas aquelas coisas que te apresentei.. na vida equilibrista que vivemos! Couberam justas e tu não foste rogada.. Usaste.
Dançaste, correste e entre saltos, rodopios e
escalas, olhaste mais à frente. Cortinas abertas, vislumbraste além da cochias, do nosso camarin. Jogaste as sapatilhas ao longe, gastas, frouxas, sem resistência. Fitas enroladas, rasgos no cetim... perderam o brilho.
Teus pés foram protegidos e hoje, ainda firmes, pisam novos palcos, deslizam noutros tablados...São, ao longe, o mais belo par de pés a dançar a dança da vida... mas, agora, entre um rodopio e outro vejo-os duplicar, vejo-os juntos, cruzarem-se.....danças com teu par, de pés desnudos.
Minhas sapatilhas ficaram prá trás.
Mas delas não esqueças.. com elas aprendeste a andar, a firmar os pés e dançar, dançar, dançar..
Guardo-as como a mais bela relíquia da harmonia, da sincronicidade dos nossos compassos de outrora.




sábado, 9 de junho de 2007

Love Lost - Lamore Perco




A vida é um baile a fantasia onde em cada um de nós cabe asas de anjo, caudas de sereias, tranças de Rapunzel, punhais embainhados de Romeus, venenos ocultos de todas as Julietas desencantadas...


Escolhemos os nossos pares e dançamos a dança das horas. De repente, arrancam-nos o par no meio da dança! O Coringa ri, o Máscara se contorce de prazer, o corvo gralha na nossa janela..


Capuletos e Montecchios buscam.. o que buscamos?


Qua você dance comigo uma vida inteira apesar do canto da cotovia, que o veneno que tomamos não seja mortal, que seus olhos ainda me espreitem pois senão, irei noite a dentro, o coração despedaçar na fria pedra do desprezo, feixe a feixe, um mergulho na dor.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Obnubilação

Faróis, reflexos, luzes em neon, angústia de vidros fechados, calor artificial ou frio condicionado, ruas estreitas, caminhos enxarcados, lágrimas dos céus. Visões difusas, nada parece nítido..de dentro do carro tudo é dilatado. A vida é dilatada! E eu, encolhida.

Vôos pelas Serras dos Sertões


Fujo do litoral emendando céu e mar de tanta chuva. O luscofusco da estrada anuncia dias de temperatura amena e de céu azul cobalto. Enveredo pelas grotas do agreste. Agrestes subidas e descidas, serras em “esses” rodopiando cirandas. Raros humanos beirando a estrada. Pastos cheios e a organização material das fazendas, mais parece desenho infantil com cerquinhas, casa grande, árvores com frutos, caminhos floridos e o sol, dividindo morros por detrás.
Adentro os sertões. Capuchos de algodão tinturados em diferentes tons de verde transformam a caatinga num mar fofo e fértil. Quantos verdes contrastam com céus sem nuvens onde a lua vespertina, começa a crescer! É frio. Para o estio da terra seca, a chuva que desceu sulcou os rios, abriu veredas, lavou os lajeiros e enverdeceu tudinho! Tem algaroba, pereiro e umburanas....As pinhas pesam nos pés, as melancias são vermelho paixão e tudo, tudo o que a terra doa, é farto. Como é livre a terra virgem dos homens! Cabritos se escondem, raposas cortam as estradas e uma guiné observa os carros, seres invasores, descomunais perigos para a integridade da roça. Os galos, imponentes, não ousam cantar diante da enxurrada.
Agasalho, xaxado e baião. Meninos, meninas, saltitam em bandos reproduzindo as festas do cangaço. Reluzem os chapéus e as correntes no peito. Leves, os “xiados” das sandálias de couro, sussurram... xaxado!!!
Num jardim, cornetas amarelam um canteiro.
- Nome da planta?
- "Muié, tenho até vergonha de dizer o nome: Num é de sua conta"!
- Não é de sua conta?
E, por não ser, lá permanece, intocada, dourando e encantando o “beco”.
Égua branca pasta num cenário azul e verde, aberto. Casa de pedra, muro de pedra, coração de mel. Café quentinho e rapadura!Paixão na memória, amiga de braço dado, um olhar sobre o açude. Feliz cidade!
De volta, ao litoral. Burburinho. Trânsito, assédio, menores vendendo a vida, tensão, calor impiedoso...
Casa limpa e acolhedora abrindo os braços para que a loba desgarrada da caatinga, da serra do Brocotó, recomece.Estou de volta!